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Vale quer terceirizar mil trabalhadores, diz presidente do Sindicato Metabase

Corte de postos de trabalho, terceirização e alteração de carga horária fazem parte do enfrentamento que o Sindicato Metabase de Itabira e Região está prevendo que terá que travar com a Vale no Acordo Coletivo de Trabalho (ACT 2017/2018). A pauta de reivindicações será apresentada aos trabalhadores em assembleia, na próxima quinta-feira (14), com previsão de ser entregue à mineradora na próxima segunda-feira (18).

Neste mesmo dia, o sindicato pedirá a abertura do Acordo Coletivo. Entretanto, já há boatos de que a empresa teria preparado uma série de cortes para apresentar na mesa de negociações como condição para assinatura do ACT.

“Eles estão falando em terceirizar mil trabalhadores”, disse o presidente do Metabase, Paulo Soares de Souza. Embora sejam “apenas boatos”, o sindicalista já adiantou que se recusará a assinar qualquer acordo que incida em prejuízos para a categoria. Pelo que ouviu sobre os boatos, Paulo Soares disse que os cortes incluem também o turno de seis horas que vem com a proposta de substituição para de oito horas, redução da hora de almoço de uma hora para 30 minutos e restrição à assistência médica, com suspensão do atendimento por livre escolha.

Segundo Paulo Soares, o novo gerente-geral das minas em Itabira, Rodrigo Chaves, recebeu a determinação de cortar 30% nas despesas. Somente com a mudança de turno, a empresa garantiria a demissão de 350 empregados, disse o sindicalista.

“Hoje, a Vale mantém cinco letras de revezamento no turno de 6h. Passando para 8h, uma letra vai sobrar e 350 trabalhadores serão dispensados”, calculou o sindicalista.

As medidas sinalizadas pela empresa, na avaliação dele, são reflexos da reforma trabalhista aprovada pelo Congresso, sancionada pelo presidente Michel Temer e que passa a valer a partir de novembro. “O governo resolveu com uma canetada só a discussão de 15 anos e aumentou de 2% para 4% o marco regulatório da mineração e agora querem retirar em cima do trabalhador”, relacionou o presidente as mudanças na lei trabalhista com a medida provisória (MP) que aumenta, de forma escalonada, a alíquota dos royalties.

A nova alíquota não estava no orçamento das empresas e, no entendimento de Paulo Soares, a contraproposta foi a reforma trabalhista – apesar de a reforma ter sido aprovada antes de o governo apresentar as mudanças nos royalties. Para o representante sindical, a situação é injusta, considerando o momento econômico do país, de crise financeira e desemprego em alta. Pontos estes, avalia ele, que favorecem plenamente a categoria patronal.

Apresentando números, que disse ser da própria empresa, Paulo Soares afirmou que a estratégia da Vale é convencer o itabirano da necessidade do corte, sob o argumento de que a atividade minerária em Itabira não dá lucro. Baseado nos lucros da mineradora, ele afirma que a Vale não precisa de fazer cortes.

“A Vale alega que o custo de Itabira é alto. Vamos [a Vale] produzir 40 milhões de toneladas de minério a US$ 72. Se tirasse o custo, que são US$ 32, seriam US$ 40 de lucro vezes 40 milhões [de toneladas]. São US$ 1,6 bilhão. Esta cidade vai dar para essa empresa três anos de orçamento. Os números são da própria Vale”, disse Paulo Soares. “Em um semestre, o lucro dessa empresa no país foi de US$ 9 bilhões”, completou. 

Fonte: Diário de Itabira 




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