Atuação firme do Metabase freia reajustes abusivos do plano Pasa pelo segundo ano consecutivo

Este ano o reajuste será o menor em 8 anos!

Atuação firme do Metabase freia reajustes abusivos do plano Pasa pelo segundo ano consecutivo. Este ano o reajuste será o menor em 8 anos!

 

Em recente reunião no Rio de Janeiro, André Viana, presidente do Metabase Itabira e atual integrante do Conselho Deliberativo do Plano Pasa – ele exerce a função de Secretário Geral – participou da reunião responsável em calcular o reajuste nas diversas modalidades do Plano Pasa. De acordo com o presidente, a meta a ser alcançada era “no mínimo manter a linha de reajustes do ano passado, ou seja, a menor em cinco anos ou abaixar a taxa percentual do reajuste ainda mais e foi isto que conseguimos”. De acordo com o André, ele vem discutindo com os outros conselheiros e diretores a situação de diversos aposentados que não estão conseguindo pagar o plano: “Apesar de contribuírem por décadas, ao final da vida não podem usufruírem do benefício devido aos altíssimos valores, exorbitantes”. O sindicalista entende, que embora discreto, o reajuste teve sua maior queda em 8 anos, o que é um avanço para os aposentados e pensionistas: “A resistência do Metabase Itabira aos valores de reajuste do plano está dando resultado, afinal, ano passado foi o menor dos últimos cinco anos, este ano, foi o menor reajuste dos últimos oito anos. Ainda está longe do que queremos, ou seja, nenhum reajuste, ou se houver, ainda menor”, disse. Ainda de acordo com o presidente do maior sindicato da região, a empresa Vale S/A tem uma grande parcela de culpa nos valores da mensalidade do plano com os associados que estão na ativa: “Consta no estatuto do Pasa que a Vale é patrocinadora do plano, ela tem condições de subsidiar as mensalidades, ou seja, contribuir e muito para baixar os valores, mas não faz porque não quer”. André Viana criticou a ANS – Agência Nacional de Saúde Suplementar - responsável por regulamentar os planos de saúde no pais: “Essa agência é rigorosa com os planos, mas não exerce nenhuma ação quando ela permite a inflação abusiva nos serviços de saúde praticados pelas prestadoras, como clinicas, hospitais e os próprios médicos. Como exemplo o reajuste de 24% nos exames de ressonância. O Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), considerado a inflação oficial do Brasil, fechou 2018 em 3,75%. Em 2017, o índice ficou em 2,95%. Minha pergunta é: O que justifica um reajuste de 24%? Obviamente esse absurdo foi repassado aos usuários do Pasa”. Sobre o Plano Pasa Branco (Pasa antigo e mais caro) André diz que estão “preocupados em melhorar a comunicação com os usuários do plano, respeitá-los com esclarecimentos e informações deste plano que foi criado antes da regularização dos planos pela ANS”. André repetiu uma fala sua quando tomou posse à época: “É uma missão árdua e desafiadora em fazer do Pasa um plano de saúde que atenda os aposentados, pensionistas e demais agregados com qualidade e valor justo.  Há tempos os aposentados, cerca de 10.000 em Itabira, sofrem pelo altos valores do plano. Muitos não conseguem pagar, desistem e migram para o SUS e por falta de um atendimento com qualidade, morrem na fila. Eu quero mudar isso, não desistirei” finalizou

 

Como ficou o reajuste:

 

Planos Médicos

• PASA Branco: 9,9%

• PASA Plus: 7,15%

• Brasil: 4%

• Mineiro: 4%

 

Planos Odontológicos

• DentPASA: 1,2%

• DentPASA Plus: 1,2%



Publicado em 12/09/19



 

 

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