Discussão sobre turno de 12h na Vale esfria

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Discussão sobre turno de 12h na Vale esfria, afirma presidente do Metabase
A implantação do turno de 12h para os trabalhadores da Vale em Itabira parecia ser uma ameaça iminente, mas agora não passa de uma “discussão adormecida”.
O presidente do Sindicato Metabase de Itabira e Região, André Viana Madeira, informou o que aparentemente representa um recuo da direção da empresa. De acordo com ele, não há nenhum debate com a Vale atualmente com relação ao novo regime de trabalho, mas deixou um recado claro: se a empresa “ressuscitar” o assunto “haverá embate”.
O discurso do sindicalista continua o mesmo. Segundo ele, a implantação desta nova modalidade é uma “afronta” à saúde e à segurança do trabalhador da Vale em Itabira e também às conquistas alcançadas pelo Metabase. André Viana voltou a lembrar a greve de 1989, quando os operários itabiranos reivindicaram a redução da jornada do trabalho e alcançaram o turno de 6h. O embate à época, defendeu o presidente do Metabase, “jamais deve ser esquecido”.
O presidente do Metabase também recorreu ao cálculo ao qual já havia declarado ao Diário no mês passado e disse que a implantação de longas jornadas de trabalho, como a empresa demonstrou interesse, representaria demissão em massa em “poucos meses”. Em maio, o sindicalista chegou a declarar que 500 funcionários poderiam ser mandados embora “de forma pulverizada”, após a implantação do turno de 12h, o que impactaria em outros 1 mil trabalhadores indiretos. Ou seja, o impacto seria de 1.500 desempregos.
Demissões, segundo André Viana, foram registradas nas minas de Brucutu, em São Gonçalo do Rio Abaixo, e de Alegria, em Mariana, locais que aderiram ao turno de 12h há aproximadamente dois meses. “Entendemos que a Vale, com este turno de 12h, quer economizar nas costas do trabalhador, para pagar a fatura criminosa do rompimento da barragem de Brumadinho. A Vale implantou este regime em Brucutu e Alegria e a gente já recebeu relatos de que houve demissões, já por causa da ociosidade, porque o turno de 12h dissolve cerca de duas letras [grupos de trabalhadores]”, informou o sindicalista.

Fonte: Diário de Itabira

Postado em 30/06/20



 

 

 

 

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